DICAS & MACETES

 

1. DICAS E MACETES DE OBRAS E DE PROJETOS

 

 

     

        1.1- Em lajes e vigas em balanço, a armadura principal de flexão é negativa, isto é, colocada próxima à face superior para absorver os esforços de tração. Observamos que após a concretagem da peça, a retirada das formas, escoramentos ou cimbramentos deve ser iniciada próxima à extremidade livre do balanço e avançar em direção ao apoio, pois do contrário a peça fica bi-apoiada e sujeita a uma flexão positiva, e não contando com a armadura adequada na face inferior para os esforços de tração que aí aparecem, pode romper-se bruscamente.

 

 

        1.2- ESCADAS 

 

            Quando dimensionamos escadas, aplicamos a relação de Blondell (1680):

 

                                                  p + 2 . e = 62 a 64 cm 

 

            onde  p = largura do piso ou passo  e  e = altura do degrau ou espelho da escada.

 

            A escada residencial confortável e mais comum, é aquela que tem o espelho igual a 18 cm,

            resultando para o passo p = 63 - 2 . 18 = 63 - 36 = 27 cm. Entre cada lance de 16 degraus,

            deve apresentar um patamar para descanso.

 

            Esta fórmula decorre do fato de que o passo de um homem médio andando, é da ordem de

            p = 62 a 64 cm, e neste caso, e = 0.          

 

            Então, para o mesmo subir uma escada vertical, sem esforço, a fórmula nos dá o valor de

            31 a 32 cm para o espelho, e neste caso, p = 0.

        

         

 

                

        1.3- Quando as tubulações elétricas e hidráulicas atravessam vigas, devem fazê-lo abaixo da linha neutra na região central da viga, e acima da linha neutra na região próxima aos apoios intermediários, isto é, sempre na região tracionada da seção da viga.

 

Nestas regiões, localizadas através do diagrama de momentos fletores, conta-se apenas com a colaboração da resistência do aço, podendo-se colocar as tubulações no espaço ocupado pelo concreto.

 

 

 

 

        1.4- Problema: Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2 metros de altura. Trabalhando 3 pedreiros e aumentando a altura para 4 metros, qual será o tempo necessário para completar esse muro?

 

Solução:

 

Em problemas que apresentam mais de duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais, utilizamos a "REGRA DE TRÊS COMPOSTA".

 

Montamos uma tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (3.a coluna).

 

A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x. Colocamos flechas concordantes para as grandezas diretamente proporcionais com a incógnita e discordantes para as inversamente proporcionais.

 

Observe que, aumentando o número de pedreiros de 2 para 3, podemos diminuir o número de dias. Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1.a coluna).

 

Aumentando a altura de 2 para 4 metros, devemos aumentar o número de dias. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta para baixo na 2.a coluna).

Devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões, de acordo com o sentido das setas. 

 

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

 

           9    =    2   .        Þ  x   =    9 . 8       Þ  x   =   12

           x         4       2                            6

 

Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.

 

 

        Problema proposto: Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160 m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessários para descarregar 125 m3Resposta: 25 caminhões.

      Problema proposto: Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas. Quantas horas levarão 10 torneiras para encher 2 piscinas ?  Resposta: 6 horas.

      Problema proposto: Em uma fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos serão montados por 4 homens em 16 dias ?  Resposta: 32 carrinhos.

      Problema proposto: Uma equipe composta de 15 homens extrai em 30 dias, 3,6 toneladas de carvão. Se esta equipe for aumentada para 20 homens, em quantos dias conseguirão extrair 5,6 toneladas de carvão ?  Resposta: 35 dias.

      Problema proposto: Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 dias para construir um muro de 300 m. Quanto tempo levará uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia, para construir um muro de 225 m ?  Resposta: 15 dias.

      Problema proposto: Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês, viajando 8 horas por dia, a uma velocidade média de 50 km/h. Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa carga em 20 dias, a uma velocidade média de 60 km/h ?  Resposta: 10 horas por dia.

      Problema proposto: Com uma certa quantidade de fio, uma fábrica produz 5400 m de tecido com 90 cm de largura em 50 minutos. Quantos metros de tecido, com 1 metro e 20 centímetros de largura, seriam produzidos em 25 minutos ?  Resposta: 2025 metros.    

 

                

        1.5- Ao se detalhar armaduras de concreto armado, para uma mesma área necessária de seção de aço, coloca-se mais barras de menor diâmetro, no lugar de menos barras de maior diâmetro. Desta maneira, tem-se uma área de contato bem maior entre aço e concreto, melhorando bastante as condições de resistência,  aderência e fissuração do concreto.

 

 

 

        1.6- Um bom chute inicial para a altura de vigas de concreto armado é de 8% de seu vão. Assim, uma viga de 5,00 m de vão deve ter uma altura de 40 cm.

 

 

       1.7- Toda Norma fornece parâmetros teóricos e experimentais, que nos indicam os caminhos que devemos seguir em nossos cálculos. Mas não devemos deixar de considerar também a experiência que o tempo nos ensina.

De acôrdo com o atual Código Brasileiro do Consumidor, a lei manda primeiro "executar", e só depois o responsável técnico pode se "defender", isto é, primeiro deve saldar o prejuízo e só depois entrar com recursos para se defender.

Na ocorrência de algum problema, os juízes não estarão interessados em saber se o responsável técnico seguiu ou não as Normas, mas sim em saber quem irá pagar os prejuízos.

 

 

       1.8- INTERRUPTORES PARALELOS

O esquema a seguir mostra a maneira correta de se instalar interruptores paralelos. Assim, evita-se a presença de "fases" na lâmpada, sem riscos de choques quando fôr preciso trocá-la.

 

      

        1.9- ESPAÇADORES OU DISTANCIADORES

 

        Dispomos de distanciadores plásticos para construção, especiais para o cobrimento das armaduras das estruturas de concreto armado (lajes, vigas, pilares, fundações, reservatórios, etc.), que substituem com vantagens nossos tradicionais calços, pastilhas e caranguejos.

 

        Dois de seus fabricantes encontram-se em  www.coplas.com.br  e  www.jeruelplast.com.br .

 

 

        1.10- O ALCANCE DOS VÃOS

        Utilizando lajes mistas treliçadas compostas de nervuras de concreto armado e lajotas cerâmicas, ganhamos um aumento de 10% em seu vão, quando comparamos com uma laje maciça de concreto armado de mesma altura. Isto se deve à presença dos sinuóides que as treliças metálicas contém, que absorvem os esforços cortantes e dão mais estabilidade à laje.

        E quando comparamos concreto protendido com concreto armado, tanto para lajes como para vigas de mesma altura, este aumento do vão é bem mais significativo, chegando às vezes em torno de 30%.

 

      

        1.11- TRAÇOS USUAIS PARA O CONCRETO

 

               Para se obter um concreto com resistência fck = 20 MPa, slump 5 ±1, apenas com brita n.º 1, misture:

 

        - 141 lts. de brita n.º 1 (205 kg)

        - 108 lts. de areia grossa (133 kg - umidade 4%)

        -   50 kg  de cimento (1 saco)

        -   26 lts. de água

        - 0,13 lt.  de aditivo (opcional)

        - O rendimento será de 168 lts, e o consumo de cimento de 298 kg/m3 de concreto.

 

 

               Para se obter um concreto com resistência fck = 20 MPa, slump 5 ± 1, com brita n.º 1 e 2, misture:

 

        -   47 lts. de brita n.º 1 (67 kg)

        - 105 lts. de brita n.º 2 (153 kg)

        - 116 lts. de areia grossa (142 kg - umidade 4%)

        -   50 kg  de cimento (1 saco)

        -   26 lts. de água

        - 0,13 lt.  de aditivo (opcional)

        - O rendimento será de 180 lts, e o consumo de cimento de 278 kg/m3 de concreto.

 

 

               Obs.: Dosagens executadas em laboratório; os agregados areia e pedra britada são da região da cidade de Araraquara-SP.

 

 

 

 

       1.12- Uma solução da arquitetura para escada com degraus em balanço, engastados em uma viga.

 

 

 

      

        1.13- Já experimentou folhear as páginas amarelas de qualquer lista telefônica de nosso país ? 

 

Você irá observar que mais de 90% dos anunciantes são de alguma maneira ligados à construção civil !

 

Logo, em todos os aspectos econômicos, sociais, empregatícios, produtivos, de exportação e mesmo arrecadadores de impostos, a construção civil é o setor mais importante da nação, requerendo uma atenção muito maior do que lhe dedicaram até hoje.

 

 

 

 

        1.14- ESFORÇOS NAS LAJES

 

                Em nosso livro "Cálculo e Desenho de Concreto Armado", para calcular os esforços que agem nas lajes retangulares, adaptamos as TABELAS DE MONTOYA, que usam o mesmo princípio das TABELAS DE MARCUS e de CZERNY, isto é, equacionam e resolvem o problema igualando as flechas nas direções X e Y. As TABELAS DE MONTOYA são mais completas, oferecendo carregamentos variáveis além das cargas uniformemente distribuídas, e também detalham as lajes com bordas livres.

 

                Para quem está interessado no método dos ELEMENTOS FINITOS para calcular lajes, ou em casos particulares de lajes apoiadas em apenas dois lados, lajes circulares apoiadas sobre pilares, lajes em forma de setor circular, lajes oblíquas ou trapezoidais, MONTOYA traz o cálculo dos esforços (momentos fletores e cortantes) e o detalhamento das armaduras a partir da página 544 de seu livro HORMIGON ARMADO, 14ª edição de 2000.

 

 

 

        1.15- DIMENSIONAMENTO DE CALHAS

 

 

 

 

      

        1.16- Conheça o que há de melhor para o estudo e ajuste do orçamento de sua obra ou projeto:

 

              http://www.engwhere.com.br

p

 

 

 

        1.17- LEITURA DO BOLETIM DE SONDAGENS

 

            Durante a execução da sondagem à percussão de simples reconhecimento do solo, procede-se o ensaio de penetração (Standard Penetration Test - SPT), que relaciona a resistência oferecida pelo terreno à cravação do amostrador TERZAGHI de 1 3/8" e 2" - diâmetros interno e externo respectivamente. Retirando-se as amostras, classifica-se o tipo do solo.

Para baixar o arquivo de AutoCAD que contém a tabela acima, clique aqui.

 

Durante a cravação do amostrador, anota-se o número de golpes necessários a fazer penetrar, individualmente, 3 trechos de 15 cm do amostrador, sendo o valor SPT aquele que corresponde à soma do número de golpes que fazem penetrar os últimos 30 cm (os dois últimos trechos de 15 cm).

 

A prática brasileira relaciona o SPT com a tensão admissível do solo:

 

 

    A. Para fundações rasas, ponta de estacas ou base de tubulões:

 

         - σadm = SPT / 50   (em MPa)     ou     σadm = SPT / 5   (em kgf/cm2)     ou    σadm = SPT / 0,5   (em tf/m2)

 

         - evita-se o uso de fundações rasas, sempre que SPT < 3.

 

 

    B. Para estacas pré-moldadas cravadas:

 

         - a estaca atinge "néga" quando atravessa  SPT > 65  ao longo de seu fuste;

 

         - a estaca atinge "néga" com a ponta apoiada em SPT > 20.

 

 

Maiores detalhes, tais como "capacidade de carga do terreno, escolha do tipo de fundações, análise do fator custo" e muitos outros, encontram-se no livro "Cálculo e Desenho de Concreto Armado". Para obtê-lo, clique aqui .

 

 

 

        1.18- PREVENÇÕES COM LAJES PRÉ-MOLDADAS

 

 

Muitos colegas já tiveram a infeliz oportunidade de receber vigotas de lajes pré-moldadas em suas obras, de fabricantes inescrupulosos, com tentativas de enganação e fraude.

 

Como todos sabem, a medida que os vãos crescem, há necessidade de se colocar os chamados ferros adicionais positivos, também conhecidos como de reforço, além dos dois ferros que já fazem parte da treliça metálica.

 

Acontece que estes fabricantes colocaram apenas pequenas pontas de ferro nas extremidades das vigotas, tentando aparentar que lá estavam os ferros adicionais em toda extensão da vigota.

 

Elaboramos a Tabela abaixo, para que você possa verificar, de acôrdo com os vãos e com as sobrecargas projetadas, se estes ferros de reforço são adequados. Para isto, quebre com cuidado um pouco do concreto bem no meio de algumas vigotas e verifique se eles lá estão, bem junto do ferro positivo inferior da treliça.

 

Indo mais além, como acontece em toda peça de concreto armado, a armadura será funcional e eficiente somente se estiver perfeitamente reta. Para que isto aconteça, estes ferros adicionais devem estar dentro do concreto da vigota, amarrados junto ao ferro positivo inferior, que faz parte da treliça metálica. Estas amarrações devem ter espaçamento máximo de 60 cm.

 

Recuse lajes pré-moldadas que o fabricante entregou com os ferros adicionais soltos, para serem montados pelo pedreiro. E mais, isto está errado e pode causar problemas  de resistência, já que estes ferros estarão acima de sua correta posição e jamais ficarão retilíneos. Na linguagem estrutural, estaríamos reduzindo a altura útil (d) da laje.

 

Caso venham a ser tensionados será tarde demais, pois neste momento a laje já cedeu e estará apresentando as indesejáveis flechas.

 

 

 

 

Clique na Tabela ao lado para

visualizá-la no formato PDF.

 

 

 

 

      

 

        1.19- Cuidados a serem tomados no escoramento de lajes

 

Em residências térreas, após a concretagem da laje de fôrro, costuma-se realizar a cura molhando-se o concreto endurecido nos três primeiros dias, e observa-se que o excesso de água cai, umedecendo a base onde estão apoiados os pontaletes do escoramento. Se o contra-piso ainda não foi executado, deve-se calçar com tábuas ou terças e depois "chapuzar" com sarrafos estes pontaletes, que estão apoiados diretamente na terra molhada e sem resistência, e que sem estas precauções permitiria a ocorrência de recalques na laje.

 

Em lajes pré-moldadas de sobrados, por ocasião da concretagem da segunda laje, não se deve retirar os pontaletes dos escoramentos da primeira laje em alguns pontos importantes, porque esta irá fletir com o peso da segunda sobre ela, anulando a contra-flecha da segunda laje e trincando em seus apoios após a desforma, ao voltar à sua posição inicial.

 

Quando o pé direito é grande (maior que 3,00 metros), os pontaletes dos escoramentos devem ser contraventados com tábuas ou sarrafos, para evitar sua flambagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

        1.20- APOIANDO LAJE PRÉ-MOLDADA EM ALVENARIA

 

Uma boa solução para apoiar laje pré-moldada diretamente em alvenarias. A cinta criada irá absorver os momentos negativos, sendo que os esforços de tração ficam por conta da armadura negativa colocada na capa de concreto, e os esforços de compressão ficam por conta do concreto da cinta, que ocupa o espaço das lajotas.

 

 

 

 

 

        1.21- ALICERCES E FUNDAÇÕES

 

Os alicerces e fundações de obras residenciais, por mais dispendiosos que sejam, muito bem executados com blocos ou sapatas, brocas ou estacas, com vigas baldrame e tudo isto excepcionalmente impermeabilizado, terão na maioria das vezes seus custos situados no intervalo de 10% a 15% do custo total da obra.

 

Então com certeza não é neste item do orçamento da obra que se deve economizar. E o que é pior: qualquer falha ou defeito na fundação será de difícil reparo e irá comprometer definitivamente o que fôr construído encima dela.

 

 

 

        1.22- REBAIXOS PARA TUBULAÇÕES NO PISO

 

Em construções de sobrados, existindo condutores de águas pluviais que descem da cobertura, ou banheiros nos pavimentos superiores, que lançam suas águas e esgotos em canalizações embutidas no piso do pavimento térreo, deve-se prever rebaixos nas vigas dos alicerces, que permitam alojar as curvas (longas) embutidas na alvenaria.

 

Uma solução, sem perfurar ou quebrar as vigas-baldrames, é rebaixá-las e assentar várias fiadas de tijolos que ficarão enterradas, ou construir como mostra a figura abaixo, rebaixando apenas as estacas, blocos e vigas dos trechos por onde descem essas tubulações.

 

 

 

 

        1.23- ADENSAMENTO PERFEITO DO CONCRETO COM VIBRADOR DE AGULHA

 

 

De modo geral, o concreto ideal é aquele que apresenta uma mistura com a maior trabalhabilidade, o mais fraco atrito interno, com a quantidade mínima de água.

 

 

Mas concretos com pouca água, ou secos, não podem ser colocados nas formas e adensados manualmente. Por isso foi preciso descobrir artifícios, dos quais o mais usado é a vibração.

 

A vibração tem por efeito, reduzir ou anular o atrito interno entre seus componentes.

 

 

 

 

Adense com o vibrador de agulha sempre na vertical, até notar a subida da água de amassamento e a saída das bolhas de ar do interior do concreto. Evite vibração excessiva.

O vibrador deve ser introduzido e retirado lentamente do concreto, para evitar a formação de vazios na massa. Deve estar sempre na vertical. Se estiver inclinado e for retirado com giro, provavelmente haverá formação de vazios não visíveis (bicheiras) embaixo dele.

 

 

 

 

Se para uma agulha de vibrador interno verificamos um raio de ação de 0,20m isto quer dizer que para vibrar completamente o concreto, devemos colocar sucessivamente a agulha a cada 30cm, de maneira que todo  o volume seja efetivamente vibrado. A distância de colocação deve ser 1 vez e meia a do raio de ação.

Se para uma agulha, achamos um raio de ação de 0,30m, isto quer dizer que para vibrar completamente o concreto, devemos colocá-la a cada 45cm.

 

 

 

O raio de ação aumenta com a potência do vibrador (proporcionalmente à raiz quadrada). Um vibrador com uma potência 4 vezes maior, apresenta um raio de ação que é o dobro para a mesma frequência.

 

 

      As baixas frequências (1.500 rpm) põem em movimento os agregados graúdos. As frequências médias (3.000 a 6.000 rpm) fazem vibrar os agregados médios, as altas frequências (12.000 a 20.000 rpm) fazem vibrar a areia e o cimento.

      A vibração em baixa frequência necessita de muita energia porque deve pôr em movimento os agregados graúdos, a massa mais importante.

      Conclui-se que devemos empregar de preferência a mais alta frequência disponível, pois ela adensa a argamassa que passa a envolver e lubrificar os agregados, ocupando todos os vazios, além de ser o processo mais econômico.

       INICIANDO O ADENSAMENTO:

 

Preencha a primeira camada de concreto em toda a extensão da viga/laje/blocos, com uma espessura menor que o comprimento da agulha (geralmente 30 cm).

      Ao colocar o vibrador de agulha para vibrar a camada de cima, deve-se tomar cuidado para não vibrar novamente a camada de baixo, que apresenta uma consistência firme, e se perfurada com a ponta do vibrador de agulha, correrá sérios riscos de obter vazios.

      Apenas a massa de concreto é que deve ser vibrada. Evitar seu contato com as armaduras e com as formas, para não deslocá-las de sua posição e evitar sua separação do concreto.

A finalidade da vibração não é de produzir apenas a liquefação do concreto, facilitando a colocação no lugar, mas ainda o adensamento. Este tem lugar pelo aumento da compacidade e com a saída do ar.

 

 

O concreto, durante a vibração, está praticamente liquefeito e seus grãos maiores têm a tendência de descer por força da gravidade.

OCORRE SEGREGAÇÃO

Da vibração resulta agora um concreto estratificado, onde as pedras maiores ficam no fundo e a pasta de areia/cimento/água fica na superfície. Isto acontece quando o concreto está muito úmido e a água está dosada em excesso.

 

Nos casos em que há pouca pasta, fenômeno inverso pode acontecer. A argamassa vai para o fundo da armação e os vazios se formam em cima, por falta de argamassa para envolver as pedras.

 

 

 

 Portanto a relação argamassa/agregado graúdo deve ser dosada cuidadosamente, para que no concreto compactado todos os vazios sejam preenchidos.

 

 

OUTROS CUIDADOS:

      Evite os "caranguejos" metálicos. Dê preferência aos distanciadores de plástico ou similares, para garantir o cobrimento mínimo das armaduras (barras e estribos).

Molde sempre os corpos de prova para comprovar a resistência do concreto.

Na retomada da concretagem, a superfície de emenda ou junta de concretagem deverá ser raspada, picoteada e lavada com água sob pressão, tornando-se áspera para receber adesivos e a nova camada.

 

Seguindo estes passos, a concretagem vai demorar digamos, 10% ou 20% a mais, mas em compensação seu concreto estará com excelente qualidade, sem bicheiras.

 

Submetido a uma cura e secagem adequadas, poderá ser classificado como de “controle rigoroso”.

 

 

 


 

 

 

2. MACETES GERAIS

 

 

        2.1- PERT-CPM

 

Em um tempo onde a humanidade está preocupada com a crescente dificuldade de se conseguir empregos, onde os produtores, almejando diminuir seus custos para aumentar seus lucros e suas reservas, empregam a mínima quantidade de mão de obra, buscando sempre alternativas que dão preferência aos computadores, às máquinas e aos equipamentos, que estão bem desenvolvidos devido à mecatrônica, a programação PERT-CPM vem ajudar e orientar nos serviços onde a mão de obra é indispensável, ensinando como utilizá-la e até mesmo incorporá-la de um modo bem racional, para dela se obter a máxima produtividade.

Esse método não é direto e pode requerer de vários ajustes, combinações e tentativas, mas de qualquer maneira é um meio preciso para se encontrar uma solução que apresente o mínimo tempo e o menor custo em uma obra ou programa que envolva várias atividades.

Assim, os produtores ficarão à vontade para aplicar seus conhecimentos e a experiência adquirida sobre os serviços a serem executados, e fazer com que rendam e funcionem de acordo com o planejamento, já que terão meios de gerenciar os tempos e os custos.

 

Sobre este assunto, tentaremos dar uma pequena contribuição na seção Downloads , no item CONTROLE DE OBRAS.

 

 

        2.2- Links interessantes

 

Forum com assuntos sobre engenharia:     http://forum.ecivilnet.com

Tudo sobre LISP para AutoCAD:                 www.autolisp.com.br

Programação em Delphi:                            www.activedelphi.com.br

 

  

 


 

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